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Cântico dos Cânticos
 


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" Esta tradução do Cântico dos Cânticos, foi feita com a lembrança do sabor que me ficou da minha infância, quando na "Jeshiva" do meu avô cantávamos, às sextas-feiras o "CHIR ACHIRIM", traduzindo cada frase hebraica para o "ladino", esta língua dos Sefarditas, mistura do castelhano e português arcaicos".
  Assim se refere Sam Levy, no seu comentário ao Cântico dos Cânticos, transmitindo deste modo as saudades ( "o descarinho" como costumava dizer) da infância vivida em Esmirna, onde nasceu em 1912, no seio de uma família oriunda de Portugal - o que nunca esqueceu.

Tradução do Hebraico - Sam Levy

Ilustrações - Pintor Lima de Freitas
                                 e
      Escultor e Pintor António Duarte

Prefácio - Poeta David Mourão Ferreira
"...no entanto, esse mesmo leigo, não sendo, porventura, profano em matéria de poesia, pode sem dúvida falar do êxtase que lhe provoca, não só cada nova leitura integral do Cântico,, mas também cada isolado pormenor da sua textura e, muito em especial, a envolvência dos seus similes, a insuperável flagrância das suas metáforas, o tenso equilíbrio que a todo o momento se estabelece através da sapientíssima dosagem das suas perífrases e das suas elipses.

A êxtase me referi; mas aquém e além do êxtase que o próprio poema nos transmite, importa sobretudo aludir ao êxtase que do primeiro ao último versículo intrinsecamente o percorre lhe serve de permanente e mágico suporte. Amor humano? Amor divino? Aqui, se não erro, é que muitas leituras divergem, muitas e diferentes teses se contrapõem; e, a tal respeito, o leigo que sou apenas ousará inquirir se acaso semelhantes divergências têm a mínima razão de ser perante um texto poético desta natureza e de tão alta qualidade. A menos que, por um lado, nos seja ainda hoje impossível conceber quanto existe de divino no amor humano, quanto de humano existirá decerto no amor divino".
                       David Mourão Ferreira

                                    

 

Encontros da Tradição Hesicasta


 

 

Encontros - Tradição Hesicasta

"Os grandes dilúvios
Não poderão apagar o amor.
Nem os rios jamais o poderão submergir.
Se algum varão der toda a riqueza da sua casa
Para comprar o amor,
Com desprezo seria desprezado"
                                                          Cântico dos Cânticos


Ilustração de Lima de Freitas

 

 

 

 

 

 

 

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Maria Margarida Barros | Página Inicial | mail@mariamargaridabarros.com