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Encontros da Tradição Hesicasta

Estudo- Meditação-Contemplação-Silêncio



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Meditação


 "Maria Madalena com Lamparina de Azeite"
Pintura, Georges de la Tour, Séc XVII.

                             Meditação Hesicasta                             

A Meditação é nos dias de hoje uma prática de equilíbrio e desenvolvimento humanos.

As neuro-ciências investigam desde os anos sessenta o cérebro e as funções da mente, têm dado um interesse especial aos estados mentais meditativos, fazendo pesquisa em grandes centros de meditação, templos do oriente e dos Estados Unidos.

Os resultados das experiências mostram que a frequência das ondas mentais baixa durante os estados de meditação, proporcionando o contacto e equilíbrio entre os dois hemisférios cerebrais. Actua também de forma particular na glândula pineal. Estimula processos de regeneração celular, equilíbrio emocional e relaxamento físico, que perduram depois da prática da meditação. Por outro lado permite aceder a informação dos vários inconscientes: pessoal, familiar, colectivo cósmico, entre outros.

Praticar meditação regularmente: treina a atenção; fortalece o poder de concentração e memória; melhora o rendimento nas tarefas; permite resolver problemas de forma serena, amorosa e sábia; permite recuperar rapidamente de situações de tensão; proporciona um repouso profundo ao corpo e equilíbrio emocional; aumenta a capacidade de relacionamentos com empatia; desenvolve a percepção e a sensibilidade; proporciona equilíbrio interior e Paz e desperta para os grandes valores humanos, universais e espirituais.

Existem várias práticas que favorecem a meditação, muitas vezes nomeadas, meditações activas, por exemplo com movimento, dança. Estas práticas libertam física e emocionalmente, deixando também a mente liberta. Esta libertação deixa a mente em condições ideais para a meditação, que é uma prática mental, feita preferencialmente, na imobilidade e no silêncio. Imobilidade e quanto possível silêncio exteriores que facilitam o silêncio interior.

A  meditação é uma prática que possibilita a atenção desperta e mente focada.

As ciências aplicadas começaram, na sequência das investigações a utilizar várias técnicas de meditação, nos processos terapêuticos. Aparecem também hoje, várias práticas de meditação, muitas vezes  patenteadas por esta ou aquela personalidade, como se de marcas registadas se tratasse. As técnicas que se vão criando ou aparecendo, não acrescentam nada de novo às ancestrais técnicas conhecidas e praticadas desde há milhares de anos, pelas Tradições de Sabedoria. As práticas contemporâneas esvaziam-nas, de forma geral, dos grandes conhecimentos e da sua linhagem tradicionais, que têm os fundamentos para o desenvolvimento humano e terapia perene, importantes de preservar para que se restabeleçam, de novo, na nossa cultura os valores éticos essenciais.

É com esta consciência de preservação dos conhecimentos e práticas das Tradições de Sabedoria, que revelam os verdadeiros Valores Humanos, que a Unesco, na Declaração de Veneza de 1986, declara essencial esta área de conhecimento.

A meditação é normalmente conhecida nas Tradições de Sabedoria do oriente, especialmente o Hinduísmo e o Budismo, é o cerne da prática do Yoga primordial.

 O Cristianismo Primitivo, ligado ao Padres do Deserto, desenvolveu uma prática, que é o espírito da Tradição Hesicasta ( do grego – Paz – Silêncio).

Esta meditação, também conhecida por oração do coração, oração no sopro e na vigilância, na atenção à respiração, com um objecto de concentração foi transmitida por Jesus à Samaritana:

 “ Estamos no tempo em que os verdadeiros adoradores, adorarão o Pai no Espírito e na Verdade. Esses são os verdadeiros adoradores, tal como quer o Pai.” Este excerto do Evangelho de S. João fala-nos do fundamental da meditação, qualquer que seja a orientação, a atenção à respiração “ En pneumati kai aletheia, do texto original, que quer dizer literalmente ( Pneuma – sopro – respiração – traduzido para o latim como Espírito e kai aletheia atenção – traduzido frequentemente como Verdade). Atenção à respiração.

Esta prática de meditação, oração do coração permite o encontro com a energia do Cristo em nós, encontrar essa energia que nos habita, no centro do coração, que para os Padres do Deserto é o centro do Homem e também o do Universo.

Esta prática é transmitida por Jesus à Samaritana, a Maria Madalena, registada por S. João e levada por S. Marcos, primeiro Papa de Alexandria, para os desertos do Egipto. Os Padres e Mães do Deserto conservam-na preciosamente. Chega aos nossos dias através da Tradição Cristã Ortodoxa e através de laicos que ao longo dos tempos a praticaram e transmitiram.

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Maria Margarida Barros | Página Inicial | mail@mariamargaridabarros.com